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Ídolo Eterno dos Cruzeirenses precisa de sua ajuda

waldeir Por waldeir

em 30-12-2016 às 17:23

Ídolo Eterno dos Cruzeirenses precisa de sua ajuda
Ídolo Eterno dos Cruzeirenses precisa de sua ajuda
Ele foi um ídolo da torcida do Cruzeiro – aliás, usar o verbo no passado é heresia, pois a condição de adorado pela torcida perdura. Mas os tempos de jogador de meio-campo celeste já estão distantes para José Carlos Bernardo, de 71 anos. 

O craque, que atuou ao lado de Piazza e Dirceu Lopes, está doente e precisando de ajuda. Vítima de um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico, vive em eu apartamento, em Contagem, cuidado pela esposa, fiel escudeira, Eunice Braga Tolentino Bernardo, a Nice, de 58 anos, que não arreda pé do lado dele. Acordam, tomam café, almoçam, lancham, vão a médicos, jantam e vão dormir juntos.

Cuidar de Zé Carlos, segundo Nice, custa cerca de R$ 3 mil por mês. O plano de saúde é via Associação de Garantia do Atleta Profissional (Agap), entidade que contribui com R$ 400 por mês. No mais, eles dependem da aposentadoria do ex-jogador, que é pequena e não dá para cobrir todos os gastos.

Amigos contribuem quando e da forma que podem. Ex-companheiros são visitas frequentes. Toninho Almeida vai mensalmente. Na semana passada, levou Raul, Natal e Evaldo. Dirceu Lopes também esteve na casa do amigo – saiu de lá chorando. Toninho Cerezo foi rever o craque. Ao ouvir nomes do ex-companheiros, Zé Carlos os repete, uma das poucas coisas que fala, segundo Nice.

Uma corrente de solidariedade está sendo formada para tentar amenizar o sofrimento do ídolo celeste. Companheiros dos tempos de Guarani, seu ex-clube, se ofereceram para vir a BH disputar um amistoso, no Independência, contra veteranos do Cruzeiro, cuja renda seria revertida para Zé Carlos. Um dos interlocutores do projeto é Toninho Almeida.

Outra iniciativa é a do Parrilla del Mercado, de propriedade de Francisco Tomás, que foi vizinho de Zé Carlos há 43 anos. ´A gente era vizinho de porta. Ainda hoje tenho uma pequena imagem de Nossa Senhora Aparecida, que me foi dada pela Nice.` Tomás planejou uma homenagem para arrecadar fundos para ajudar o amigo: ´Será uma noite em que todos que forem ao Parrilla colaborarão. O preço é de R$ 300 por pessoa, com comida e bebida incluídas. Desse total, R$ 50 será para cobrir despesas. O restante será doado à família do Zé Carlos. Vou entregar o dinheiro na mão da Nice. Além disso, haverá sorteio de camisas número 8 e do livro Nossa Sala de Troféus, escrito pelo superintendente de futebol celeste, Sérgio Santos Rodrigues`.

Os companheiros de time de Zé Carlos ainda esperam que o Cruzeiro ajude o ex-jogador. No encontro comemorativo pelos 50 anos do título da Taça Brasil de 1966, Procópio e Tostão conversaram com o presidente Gilvan de Pinho Tavares, que ficou de estudar uma maneira de ajudá-lo, mas a resposta ainda não foi dada.

CUIDADOS 

O drama de Zé Carlos começou, segundo Nice, há cerca de cinco anos. No entanto, somente há dois a doença chegou ao ponto mais crítico, quando o ex-jogador ficou acamado – agora está numa cadeira de rodas. Ele passa o dia diante da televisão, assistindo ao que mais gosta: esporte. O casal tem três filhos, Frederico, de 35 anos, vendedor; Gustavo, de 32, que mora e trabalha nos EUA; e Thiago, de 33, desempregado.

Nice conta que há dois anos Zé Carlos quis deixar o emprego no Cruzeiro. ´Ele não falava em outra coisa. Já era efeito da doença, mas a gente não sabia. Foi depois que deixou o Cruzeiro que sofreu uma piora, não falava e o levamos a um médico. Então, foi detectado o AVC isquêmico. Aliás, o caso dele é curioso, pois segundo os médicos, Valadão e Eduardo, atacou lentamente. Eles calculam que o problema começou há cerca de cinco anos. Como não afetava a rotina do Zé Carlos, ninguém percebeu.`

Ontem à tarde, Nice levou o marido a uma clínica de Contagem, para fazer curativo no pé direito, que está com escaras pelo fato de ele passar muito tempo assentado. ´Temos de ir à clínica duas ou três vezes por semana, para fazer curativo`, conta Nice, que também o leva mensalmente aos médicos, para ser examinado e fazer o controle da doença.

O craque

» José Carlos Bernardo

Nascimento: 28/4/1945, em
Juiz de Fora
No Cruzeiro: de 1966 a 1978
No Guarani: 1978
No Villa Nova: 1979

» Principais títulos

Pelo Cruzeiro
633 partidas (2º jogador que mais vestiu a camisa celeste)
Campeão da Taça Brasil’1966
Eneacampeão mineiro (1966/67/68/69/72/73/74/75/77)
Campeão da Libertadores’1976

Pelo Guarani
Campeão Brasileiro’1978

» Times que defendeu

Sport (Juiz de Fora)
Cruzeiro
Guarani
Villa Nova

/elo 

Leia mais: http://www.cruzeiro.org/noticia.php?id=49930#ixzz4TZHlPJvi
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